segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Alimentos proibidos para cães e gatos

A Mari Frioli indicou uma matéria interessante e que serve de alerta para quem tem cão ou gato em casa.
Você sabia que alguns alimentos podem ser perigosos para a saúde do seu bichinho de estimação? Você sabe quais são?
Leia a matéria que saiu na revista Saúde!, sobre os principais alimentos que devem ser evitados na hora de alimentar cães e gatos. Fique atento!

Cuidado com a alimentação
Não alimente seus animais (cães e gatos) com chocolate, abacate, cebola, alho, ossos, peixe cru e leite!
ALIMENTOS PROIBIDOS PARA CÃES E GATOS
Todo o cuidado é pouco na hora de variar o cardápio da sua mascote. Existem algumas comidas que podem causar um tremendo mal-estar para o bicho e que devem ser evitadas. Conheça as principais:
Chocolate
A grande vilã aqui é a teobromina. Presente principalmente nos chocolates amargos, essa substância age como estimulante e chega a causar extrema excitação nos animais. “Como o organismo de cães e gatos demora muito tempo para se livrar dela, eles podem apresentar taquicardia, hiperatividade, tremores e convulsões”, diz Flávia Borges Saad, professora do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras, no interior de Minas Gerais.
Abacate
A persina, substância encontrada na polpa, na casca e no caroço da fruta, é a culpada por intoxicar os pets que abusam do alimento. Vômito, diarreia, lesões gastrointestinais e até necrose nas fibras do miocárdio, o músculo do coração, são algumas das consequências do exagero.
Cebola e alho
Eles contêm alicina, que, em felinos e cachorros, pode perpetrar um tipo de anemia conhecido como hemolítica. Em suma, trata-se da destruição dos glóbulos vermelhos, os encarregados pelo transporte de oxigênio no sangue. “A intoxicação aparece gradativamente e, para isso, é necessário que o animal consuma uma grande quantidade de cebola ou de alho crus”, ameniza a veterinária Christine Martins, do Hospital Veterinário da Universidade de Brasília.
Ossos
Muita gente imagina que eles são o petisco canino ideal. Um alerta da FDA, agência que regulamenta o consumo de remédios e alimentos nos Estados Unidos, contraria esse senso comum. Segundo o relatório, não se deve oferecê-los em nenhuma hipótese aos cachorros. “Ao serem mastigados, os ossos, principalmente os cozidos, podem lascar e formar pontas, causando lacerações na boca e no esôfago, quebra de dentes, além de aumentar o risco de infecções bacterianas e obstruções intestinais”, explica Christine.
Peixe cru
Alimentar cães e gatos com pescados in natura nunca é uma boa ideia. Algumas espécies de peixe, sobretudo a tilápia, armazenam doses generosas de avidina e tiaminase. Esse dueto impede a absorção de algumas vitaminas do complexo B, como a biotina e a tiamina. “A deficiência delas está ligada a problemas neurológicos”, exemplifica Flávia.
Leite
Trocar o líquido liberado pelas tetas da cadela pelo da vaca é péssimo para a saúde dos cachorros. É que o leite canino possui mais proteínas, gorduras, cálcio e fósforo do que o bovino. Dessa forma, só supre as necessidades nutricionais de um filhote se for consumido aos borbotões. E isso representa níveis cavalares de lactose, o açúcar lácteo. “Como o animal não consegue processar tamanha quantidade desse açúcar, o resultado é uma diarreia grave”, alerta Flávia. No entanto, em alguns casos, o leite da vaca é manipulado pela indústria para torná-lo mais parecido com o das cachorras. Aí, sim.
O bicho comeu. o que fazer?
Algumas horas após o cachorro ou o gato ingerirem algum alimento inadequado, logo bate aquele mal-estar. Ao observar sinais de irritação, transtornos gástricos, alterações do ritmo cardíaco e respiratório, o animal deve ser levado rapidamente ao veterinário. “É muito comum que, ao constatarem a ocorrência de intoxicação, os donos ofereçam leite, o que só piora a situação”, avisa Christine. O melhor mesmo seria estimular o bicho a beber bastante água e não provocar o vômito.
Fonte: Revista Saúde!

Linguagem dos Cães

Embora os cães emitam sons, eles não conseguem falar como nós. Desse modo, a linguagem corporal é um meio de comunicação vital para eles. Eles utilizam todas as partes do corpo para se comunicar. Para compreender melhor o seu cão é importante ficar atento a sua linguagem corporal.


Curiosidades: Linguagem Corporal
Indicadores de humor

  • Alerta: orelhas aguçadas, em posição vertical.
  • Prestes a atacar: orelhas para trás, dentes à mostra, em posição agressiva com os pelos eriçados.
  • Confiante: cauda para cima, em posição vertical.
  • Assustado: cauda entre patas, com as costas bem baixas e mostrando o branco dos olhos.
  • Feliz: orelhas para trás, olhos entreabertos, com a cauda abanando.
  • Submisso: orelhas para trás, virando-se para cima, com a barriga à mostra.
Hora de brincar
Acredito que a maioria das pessoas, já conhece a postura que o cão adota convidando para brincar: ele fica com as patas da frente abaixadas, o traseiro empinado, as orelhas para cima e a boca aberta, cheio de expectativa! Aproveite e volte a ser criança e brinque muito com o seu aumigo. :)
Excitação
Quem tem cachorro em casa conhece os sinais, basta pegar a coleira ou um brinquedo favorito do seu cão. Pulam, dão voltas no ar e balançam a cauda vertiginosamente. Suas orelhas podem estar para frente e seus olhos brilharem. Podem pular sobre o guardião com as patas dianteiras e deixar as orelhas para trás em sinal de submissão ao líder.
Contato através dos olhos
O contato através dos olhos é importante para os cães.
Um cão dominante pode olhar com raiva para um cão menor ou ainda dar um olhar de reprovação.
O modo como você olha para os cães também é importante. Eles aprenderão a interpretar os olhares que você dá a eles.
Sinais de agressividade
Um cão agressivo irá demonstrar uma linguagem corporal específica. Ele pode ficar em posição vertical, firme, com os pelos eriçados em volta do pescoço e ao longo das costas, com os dentes à mostra e a cauda ereta. Mas lembre-se qde que a observação desses sinais pode ser difícil (ou completamente diferente) em raças distintas.
Tristeza
Ele adotará a postura de submissão com mais ênfase. Parecerá abatido, com a cabeça pendendo para baixo e o rabo parado. É difícil ver um cachorro triste a menos que esteja totalmente abandonado. Basta um pouco de atenção e exercício para que se mostrem relaxados e contentes. E quanto aos abandonados, basta carinho, proteção e cuidados, assim logo o cão terá uma vida mais feliz e saudável!


Curiosidades: Linguagem Corporal
Interesse
Um cachorro responde com interesse quando todas as partes de seu corpo se levantam e se inclinam para frente. Podem deitar a cabeça lateralmente, deixando as orelhas voltadas para frente. Abrem a boca ligeiramente e seus olhos brilham. Podem levantar a pata dianteira, como prontos para entrar em ação.
Ansiedade
Cachorros ansiosos baixam a cabeça e podem bocejar para liberar a ansiedade. Apresentará as pupilas dilatadas, mas tentará evitar olhar o que o estressa. O corpo se mostrará agachado com o rabo escondido. Pode deitar sobre as costas, mostrando a barriga e inclusive derramar algumas gotas de urina.
Liberando a ansiedade
Existe um fato curioso e que eu já notei a minha labradora fazendo com frequência.
Quando o cão começa a bocejar, rompe contato visual, se sacode ou começa a se coçar mesmo não tendo UMA pulga, quer dizer que ele quer parar com a brincadeira ou "simplesmente mudar de assunto". É bem comum observar esse tipo de comportamento em aulas de adestramento. Se o cão fica cansado, ele pode começar a se coçar "do nada". È o jeito dele dizer: "Estou cansado! Vamos parar por hoje!"
Outro comportamento bem interessante (e acontece com as minhas poodles): quando o cão leva uma bronca ou o mandam ficar quieto, ele pode começar a bocejar repetidamente. Isso significa que o cão está tentando liberar a ansiedade e se controlar. Nesse momento, dê um tempo e logo ele vai se acalmar.
Fontes: Livro: "Como fazer o seu cão feliz" - Liz Dalby (Editora Ciranda Cultural) e "APCCA

quarta-feira, 18 de agosto de 2010


Doença Articular Degenerativa

ARTRITE

A Doença Articular Degenerativa (ou Artrite Degenerativa) é uma patologia progressiva, não infecciosa das articulações de suporte do peso corporal. A cartilagem normal destas articulações é lisa, branca e translúcida. É composta por células cartilagíneas (condrócitos) infiltradas numa matriz, composta por colagénio, polissacáridos proteicos e água. No início, na artrite degenerativa primária, a cartilagem torna-se amarelada e opaca, com áreas localizadas irregulares e amolecidas na superfície articular. Com o evoluir do processo degenerativo, as áreas amolecidas tornam-se quebradiças e desgastadas, expondo o osso sob-condral, o qual inicia com processo de remodelação, com um aumento de densidade, enquanto que a restante cartilagem começa a desgastar-se. Eventualmente, osteófitos (espículos de osso novo) cobertos pela cartilagem, formam-se no bordo da articulação. Adicionalmente, à medida que aumenta o esforço mecânico, a cartilagem necessita de ser substituída, o que não é possível pois as células cartilagíneas são incapazes de produzir suficiente quantidade de matriz cartilagínea. De facto, já não existe circulação sanguínea que sustente esta renovação.
A maioria das doenças articulares degenerativas são o resultado de instabilidade ou alterações de envelhecimento da articulação. Referimo-nos à artrite degenerativa de envelhecimento e, em animais jovens, pode ser o resultado de traumas, contusões, configurações articulares anormais (ex.: displasia da anca) ou por desgaste mecânico por ruptura de ligamento cruzado anterior, luxação patelar ou osteocondrite dissecante.

SINTOMAS

Na maioria dos casos, a doença articular degenerativa é vista em cães de meia idade em diante, com um aumento de incidência nos animais mais velhos. Os sinais iniciais são moderados e incluem uma ligeira diminuição da actividade física associada a uma história de relutância a passeios longos, estando o cão mais “rígido” mas não doloroso. À medida que a condição progride, o animal, dependendo da articulação ou articulações envolvidas, passa a levantar-se mais devagar, após ter estado deitado por algum tempo, sobe e desce as escadas mais devagar ou começa a recusar-se a saltar obstáculos que lhe eram habituais. Nesta fase da doença, a rigidez do animal vai diminuindo à medida que ele se exercita, o que chamamos de aquecimento da claudicação. Eventualmente, o animal pode ser assintomático durante todo dia, repetindo-se novamente todo o episódio quando se levanta após um período de repouso. À medida que a doença progride, os sinais acima mencionados tornam-se mais severos, até um ponto em que se recusa a levantar ou andar. Frio e tempo húmido acentuam os sinais clínicos na maioria dos casos, não só pela temperatura baixa mas também pelas alterações barométricas.

RADIOGRAFIAS

Como a cartilagem não é visualizável nas radiografias (raios-x), a doença articular degenerativa inicial pode evidenciar um estreitamento do espaço articular. Com a evolução da doença, formam-se espículos ósseos (ou osteófitos) e o osso sob-condral torna-se muito duro.

TRATAMENTO

O tratamento está limitado à redução do grau de dor presente na cápsula articular e ligamentos circundantes (pois a cartilagem articular não tem terminações nervosas) para que a actividade possa ser mantida e aumente o suporte muscular. Assim, a consideração mais importante num tratamento a longo prazo da doença articular degenerativa é a Manutenção do Suporte Muscular.
À medida que a doença progride e a dor agrava-se, a utilização de anti-inflamatórios pode ser necessária. Os corticosteróides podem ser administrados, mas tendo em conta os seus possíveis efeitos secundários, só devem ser usados após terem sido tentadas outras drogas mas sem sucesso. Estas drogas devem permitir níveis normais de exercício, como passeios, corridas lentas ou natação. Nadar é de longe a melhor actividade física, pois permite uma máxima actividade motora, com o mínimo de apoio do peso corporal. Exercícios energéticos são contra-indicados. Em animais obesos, impõe-se introdução de dietas de emagrecimento. Se a articulação afectada for sujeita a cirurgia, exercícios passivos de flexão e extensão devem ser introduzidos logo após a remoção do penso para evitar atrofia muscular. Após estes exercícios, deve-se iniciar um programa de exercícios activos, inicialmente muito ligeiro, aumentando progressivamente de intensidade ao longo do já extenso período de reabilitação.
Outro tratamento alternativo, envolve o uso de drogas que actualmente promovem a cicatrização da cartilagem lesionada. Estas drogas inovadoras, estão a revolucionar o tratamento da doença articular degenerativa, quando administradas antes da evidência de lesões articulares irreversíveis.

ARTRITE INFECCIOSA

A artrite infecciosa é o resultado da penetração de microorganismos vivos dentro da membrana sinovial e/ou cavidade articular. O tipo de organismos mais comum nesta patologia são as bactérias, nomeadamente o Staphylococcus ou Streptococcus .
As três causas principais da artrite bacteriana são:
  1. Ferida penetrante na articulação
  2. O estado de bacteriémia (presença de infecção na corrente sanguínea) com posterior localização na articulação
  3. Disseminação de infecção de osteomielite adjacente (infecção óssea)
Uma vez presente as bactérias na articulação, inicia-se um processo de degeneração da matriz cartilagínea. Por vezes, apesar do paciente ter sido tratado e a articulação ter recuperado a sua esterilidade, o processo degenerativo da cartilagem prossegue. Pensa-se que este facto esteja relacionado com a incapacidade dos condrócitos sãos substituírem a matriz lesionada.
Os sinais clínicos são de um processo inflamatório comum: tumefacção, dor articular, calor e rubor dos tecidos envolventes. Um ou mais articulações podem estar envolvidas. Temperatura corporal normalmente elevada e o paciente letárgico, ocasionalmente anoréctico, intolerante a movimentos articulares e com claudicação dos membros afectados.
A área deve ser cuidadosamente examinada para detectar qualquer ferida penetrante.
Um diagnóstico definitivo de Artrite Infecciosa só é possível após isolamento do organismo infeccioso do líquido articular ou tecido sinovial. História e sinais clínicos, análise do líquido sinovial, achados radiológicos ajudam apenas a limitar as causas possíveis de dor articular.
     

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