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quinta-feira, 23 de junho de 2016
Falta de apetite em cães: como agir?
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Cinomose - Atualização de informações e o uso da Ribavirina
Atualização de dados sobre Cinomose e Ribavirina.
A cinomose é uma doença infecciosa de canídeos que ocorre em
todo o mundo, causada por um morbillivirus, estando intimamente relacionado com
o vírus do sarampo e o vírus da peste bovina (Beineke et al. 2009). A gama de
hospedeiros naturais do vírus da cinomose canina (CDV) compreende todas as
famílias da ordem Carnivora (Deem et al. 2000).
A disseminação do vírus entre o tecido epitelial e sistema
nervoso central (SNC) ocorre dentro de 8-10 dias após a infecção, por meio de
fluido cerebrospinal ou hematógena, dependendo da resposta imune humoral ou
celular do animal (Greene & Appel 2006).
Segundo Elia et al. (2007), a ribavirina provoca mutações no
vírus da cinomose canina, acarretando erros catastróficos no genoma do RNA viral.
Pode-se especular que a ribavirina interfere com a RNA
polimerase por competição com os nucleósidios naturais e produz erro na
terminação da cadeia do vírus (Mangia 2008).
Mangia (2008) demonstraram que a utilização de ribavirina em
cães naturalmente infectados apresentando sinais de doença neurológica foi
eficaz no tratamento, no contexto da melhoria clínica, com 70% dos animais
tratados com ribavirina e 80% dos cães tratados com ribavirina associada ao (Dimetil
sulfóxido) DMSO (Mangia 2008).
O efeito antiviral de ribavirina contra Cinomose Canina foi
demonstrada in vitro (Scagliarini et al. 2006). A titulação do vírus revelou
que os maiores efeitos inibitórios sobre o crescimento viral ocorram com 40 e
20 ug / ml após 24 horas após a infecção, enquanto que, após 48 e 72 horas
pós-infecção, apenas 40 ug / ml foi capaz de inibir a replicação viral por 1
log em comparação com o controle não tratado (Scagliarini et al. 2006).
A concentração celular sanguínea permanece em níveis estáveis
por até três semanas, após o tratamento com ribavirina, quando há uma diminuição
da hemoglobina. Curiosamente, as mudanças na concentração celular de ribavirina
estão inversamente relacionadas com alterações na hemoglobina (Inoue et al.
2004). Da mesma forma Mangia (2008) encontrada no 15° dia de administração da
droga havia uma diferença significativa entre os dois grupos (ribavirina e
ribavirina + DMSO), apresentando uma diminuição acentuada na concentração de hemoglobina
no grupo tratado somente com ribavirina.
Cinomose é uma doença que ainda causa muito dano para a saúde
animal, causando grande temor entre os proprietários, principalmente devido à sintomatologia
nervosa e morte do animal. Infelizmente, ainda não há um protocolo de
tratamento bem definido contra cinomose, sendo o tratamento convencional baseado
em medicações de suporte.
No entanto, o trabalho desenvolvido por Mangia (2008) foi
importante para a utilização de ribavirina in vivo em cães naturalmente
infectados com o vírus da cinomose. De fato, embora os resultados sejam preliminares,
abriram perspectivas para a implementação de novos protocolos na prática
clínica.
Neste sentido, a adição de um fator imunoterapico ao
tratamento da cinomose pode atuar como adjuvante durante o tratamento. No
entanto, mesmo que a ribavirina seja um promissor antiviral, especialmente se
for aplicado na fase inicial da infecção, sua ação parece não surtir
substanciais efeitos diretos no vírus quando este já se encontra disseminado no
SNC.
A amostra de urina é importante para a detecção do vírus da
cinomose canina por R T-PCR, especialmente em animais que apresentam
sintomatologia clínica nervosa (Gebara et al. 2004, Amaral et al. 2008). Da
mesma forma, Del Puerto et al. (2010) obteve importantes resultados com a
técnica de PCR em tempo real na identificação do vírus da cinomose canina em
amostras de sangue de cães na fase inicial da infecção, tratando-se de uma boa
ferramenta no diagnóstico precoce, visando rápida intervenção terapêutica.
A otimização de ferramentas moleculares que permitem o
diagnóstico conclusivo de laboratório anti mortem de Cinomose, é de grande
fundamental importância clínica. No entanto, deve-se observar o tipo de amostra
clínica a ser submetida para análise, haja vista que o material pode também
influenciar significativamente na sensibilidade da técnica (Negrão et al.
2007).
Tendo em vista que, embora a terapia antiviral possa fornecer
resultados promissores no tratamento da cinomose canina, os dados disponíveis na
literatura ainda são muito incipientes, sobretudo quanto à sua dose, toxicidade
e, principalmente, em referência ao seu efeito esterilizante. Neste sentido, é
fundamental que novos estudos inerentes à intervenção antiviral na fase inicial
da infecção sejam desenvolvidos. Todavia, a vacinação correta ainda é o
principal método de prevenção desta enfermidade.
Resumo geral sobre a doença
A cinomose é uma doença que atinge todos os canideos, sistêmica, ou seja, pode atingir vários órgãos; altamente contagiosa; causada por um vírus e que frequentemente leva à morte filhotes e adultos.
Um cachorro doente pode manifestar apenas sinais digestivos ou respiratórios.
Qualquer cachorro, em qualquer idade, pode ser contaminado com cinomose de diferentes formas.
O vírus pode ser transmitido na roupa das pessoas ou um cachorro assintomático (aquele que possui a doença, mas não apresenta seus sintomas) que já tem a doença pode passar para outro sadio através de secreções (nasais, fezes etc).
Uma forma comum de contaminação ocorre em canis, potes de alimentação, caixas para transporte, quando se entra em contato com materiais contaminados por um cachorro doente. Daí a importância de desinfecção desses materiais e lugares de uso compartilhado por vários animais.
Os primeiros sintomas da cinomose são:
Falta de apetite
Falta de coordenação motora
Vômito, Diarréia
Febre
Apatia
Convulsões
Cegueira
paresia dos posteriores
Entre outros sintomas neurológicos.
O tratamento, após diagnóstico de cinomose confirmado por exame de laboratório, pode ser bem difícil.
O cachorro doente deve ser isolado para receber tratamento de apoio e antibióticos para auxiliar no combate a infecções secundárias. Por se tratar de um vírus, não há um medicamento específico para o tratamento da cinomose, o que torna sua cura mais difícil.
Filhotes não têm bom prognóstico de recuperação, com taxa de mortalidade bem alta. O tratamento de apoio é feito com a reposição de líquidos perdidos durante a doença, além de oferecer um ambiente limpo e com temperatura agradável.
Se a cinomose evoluir para os estágios finais sem que o cachorro receba tratamento, pode haver danos neurológicos difíceis de tratar, sendo que o veterinário pode sugerir A Eunatásia.
Lembre-se de que cachorros que estejam em tratamento podem continuar a espalhar o vírus por várias semanas, mesmo depois do desaparecimento dos sintomas.
A prevenção é a melhor arma contra este mal em cachorros. Infelizmente, no Brasil apenas 1 em cada 5 cães é vacinado contra a cinomose anualmente. Porém, programas de vacinação em massa podem reduzir drasticamente a incidência dessa doença.
As vacinas contra a cinomose em cachorros não são todas iguais. Infelizmente existem no mercado muitas vacinas que demonstram ser ineficientes na prevenção da doença. Procure sempre fazer suas vacinas em um veterinário, que saberá a melhor vacina para seu cão, de preferência com a vacina importada de países que possuem um controle de qualidade mais rígidos que o Brasil.
A vacina nacional apesar de mais barata, tem funcionado muito pouco no combate esta doença. O barato neste caso sai caro, custa a vida de seu melhor amigo. pense nisto.
Eu em minha clinica, atendo muitos casos de cinomose, especialmente nesta época do ano (inverno), e na maioria dos casos estes cães foram vacinados com estas vacinas, e me doe muito saber que este quase sempre perdem suas vidas por falta de conhecimento de seus donos.
A cinomose é considerada a maior ameaça à saúde dos cachorros depois da raiva. Apesar de ser uma doença grave, nem todos os animais infectados morrem. Estima-se que a taxa de mortalidade varie de 25 a 75% entre os animais doentes. Assim sendo, a resposta do animal à doença parece ser um fator muito importante na sua recuperação.
Porém, apesar desse prognóstico ruim, um cachorro com cinomose precisa receber tratamento médico o mais rápido possível, pois quanto mais cedo o veterinário puder medicá-lo, melhores as chances de sobrevivência.
Vale lembrar que o tratamento da cinomose é sintomático, ou seja, procura diminuir a intensidade dos sintomas decorrentes da doença, enquanto o organismo do animal tenta se recuperar. Tratar dos sintomas é fundamental para diminuir o sofrimento do seu cachorro ou mesmo permitir que ele tenha forças para se recuperar. Mesmo depois de curados muitos cães podem manifestar sintomas neurológicos por toda a vida
· Orientações gerais durante o tratamento de cinomose que seu cachorro vai precisar:
·
· Orientação de médico veterinário
·
· Água
·
· Dieta leve
·
· Medicamentos
·
· Muito carinho e atenção de você
Procure o veterinário assim que perceber qualquer possível sintoma de cinomose.
· Entre esses sinais se incluem não apenas apatia e perda de apetite, muito comuns em várias doenças, mas também vômito, diarréia, tosse, respiração ofegante, corrimento nasal e secreção nos olhos.
·
· Procure deixar seu cachorro doente num ambiente bem confortável e longe de outros animais. Deixe-o ficar em um local tranquilo, com temperatura agradável e sem corrente de ar.
·
· Mantenha seu cachorro asseado. Limpe as secreções dos olhos e do nariz, não deixando formar crostas. Uma boa opção para a limpeza é o uso de algodão embebido em soro fisiológico ou mesmo água filtrada.
·
· Deixe água limpa à disposição. A ingestão de líquido é necessária para evitar a desidratação. Cachorros gravemente desidratados podem precisar receber tratamento com soro na veia. Se ele precisar de ajuda para beber água, uma seringa pode ser muito útil para a administração. Mas atenção: sempre em pequenos goles e pelo canto da boca, para ele não se afogar!
·
· Ofereça-lhe uma dieta leve, conforme recomendação do veterinário.
·
· O veterinário também pode receitar medicamentos para tratar sintomas de vômitos e diarreia, caso ocorram.
·
· Dê-lhe os medicamentos receitados pelo veterinário. A medicação geralmente inclui antibióticos para tratar ou prevenir infecção e anticonvulsivos e sedativos para controlar ataques, além dos remédios que podem ser receitados para diarreia e vômito.
·
· Não se esqueça que a vacina é anual, após um ano de vacinado ele esta desprotegido, deve assim ser revacinado todo ano.
·
· Qualquer duvida mande um Email para rabelogeraldo68@gmail.com e terei prazer em responder.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Trabalhos Cientificos em PDF Basta clicar no link em azul.
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sábado, 15 de março de 2014
ancilostomose Mais uma dica para a saúde de seu cão
Mais uma dica para a saúde de seu cão
A
ancilostomose é um problema comum para os cães. Estes vermes são encontrados em
muitos filhotes, uma vez que são transmitidos por suas mães, e também são
frequentemente encontrados em cães adultos.
Vermifugue
todos os filhotes quando eles tiverem com duas a
três semanas de idade, e quaisquer cães adultos que tenham sido
recentemente adotados. Procure por sinais de ancilostomose, como gengivas
pálidas, pelagem escassa e perda de peso. Estes vermes podem ser transmitidos
aos humanos, por isso use luvas quando pegar as
fezes de cães, ou manusear um animal infectado.
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sexta-feira, 14 de março de 2014
Chegou inverno e com ele a Cinomose
Estamos tendo muitos casos de cinomose em Taubaté, por isso chamo
atenção para o controle das vacinas de seus cães. vocês sabiam que a
vacina V-10 assim como a antirrábica tem validade de um ano e após esse
tempo ele estará desprotegido.
Qualquer duvida mande um email para rabelogeraldo68@gmail.com e responderei com o maior prazer.
Ou ligue para (12) 997597307 e agende a vacina de seu amigo.
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quinta-feira, 13 de março de 2014
domingo, 16 de outubro de 2011
Como fazer uma horta em casa -- Record News Paulista
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
SER VETERINÁRIO
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quarta-feira, 30 de março de 2011
Ratos e sua importância em Saúde Publica
Hábitos
A característica principal dos roedores é a presença dos dentes incisivos com crescimento contínuo, daí a necessidade de roer para gastar a dentição. Dessa forma estragam muito mais alimentos do que realmente necessitam.
São animais de hábitos noturnos por ser mais seguro saírem de seus abrigos à noite, à procura de alimento.
Possuem várias habilidades físicas como nadar, subir em locais altos se houver algum anteparo, saltar, equilibrar-se em fios e mergulhar, entre outras.
Encontram principalmente no lixo doméstico o seu alimento. Escolhem aqueles alimentos que estão em condições de serem ingeridos, pois , através do seu olfato e paladar apurados separam os alimentos de sua preferência e ainda não estragados. São considerados onívoros, isto é, alimentam-se de tudo o que serve de alimento ao homem.
Nas áreas urbanas encontramos três espécies de ratos:
Rattus norvegicus, conhecido como ratazana ou rato de esgoto, é a maior das três espécies. Abrigam-se em tocas que cavam na terra, em terrenos baldios, nas margens dos córregos, em lixões, sistemas de esgotos, bueiros, etc..
Rattus rattus, conhecido como rato de telhado, rato de forro ou rato preto, caracteriza-se por possuir grandes orelhas e cauda longa. Como o próprio nome já diz, costuma habitar locais altos como sótãos, forros e armazéns, descendo ao solo em busca do alimento e raramente escavam tocas.
Mus musculus, popularmente chamado de camundongo, é o de menor tamanho entre as três espécies urbanas. De hábito preferencialmente intradomiciliar, costuma fazer seus ninhos dentro de armários, fogões e despensas. Tem comportamento curioso, sendo de presa fácil nas ratoeiras.
Ciclo de vida
A vida média de um rato é de um ano. À partir do 3º mês de vida já podem procriar, sendo que o tempo de gestação é de 19 à 22 dias e o número de filhotes por cria é de 5 à 12, na dependência da espécie e da oferta de alimento e abrigo. Vivem em média de 1 à 2 anos.
Importância para a saúde
Os ratos têm papel importante na transmissão de várias doenças como a leptospirose, a peste bubônica, o tifo murino e a hantavirose, entre outras.
Medidas Preventivas
A presença de ratos num local pode ser verificada através da observação dos seguintes sinais:
fezes: sua presença é um dos melhores indicadores de infestação. As fezes podem facilitar a identificação da espécie presente;
trilhas: tem a aparência de um caminho bem batido com 5 à 8 cm de largura, sendo encontradas geralmente nas proximidades de muros, junto às paredes, atrás de materiais empilhados, sob tábuas e em áreas de gramados;
manchas de gordura: deixam em locais fechados por onde passam constantemente, como por exemplo nas paredes; roeduras: os ratos roem principalmente materiais como madeira, cabos de fiação elétrica, embalagens de alimentos para gastar sua dentição e como forma de transpor barreiras para alcançar os alimentos;
tocas: são encontradas junto aos solos, muros, entre plantas, e normalmente indica infestação por ratazanas;
A prevenção é possível através da adoção de um conjunto de medidas que chamamos de antiratização:
acondicionamento correto do lixo: dentro de sacos plásticos, em latas com tampas apropriadamente fechadas e limpas periodicamente, de preferencia sobre estrado, para que não fiquem diretamente em contato com o solo; dispor o lixo na rua somente na hora que o coletor passa para recolher; nunca jogar lixo a céu aberto ou em terrenos baldios; acondicionamento correto dos alimentos; inspecionar periódica e cuidadosamente caixas de papelão, caixotes, atrás de armários, gavetas, e todo tipo de material que adentre ao ambiente e possa estar servindo
de transporte ou abrigo à camundongos; vedar frestas ou vãos que possam servir de porta de entrada aos ratos para os ambientes internos; colocar telas (com menos de 1 cm de vão de diâmetro), grelhas, ralos do tipo “abrefecha”, sacos de areia ou outros artifícios que impeçam a entrada desses animais através de ralos e encanamentos ou outros orifícios; evitar o acúmulo de entulho ou materiais inservíveis que possam servir de abrigo aos
ratos; manter terrenos baldios limpos e murados; manter limpas as instalações de animais domésticos e não deixar a alimentação exposta onde os ratos possam ter acesso, principalmente à noite;
vistoriar e manter limpos garagens e sótãos; de importância fundamental é a educação da comunidade envolvida, isto é , mudar costumes e hábitos das pessoas como: jogar restos de alimentos, entulhos, papéis nas ruas, terrenos baldios, bueiros, espaços vazios em locais públicos, etc.
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domingo, 6 de março de 2011
Toxoplasmose - UEL
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